Crédito do trabalhador: o que as empresas precisam saber para orientar seus colaboradores

Com a promessa de praticidade e juros mais baixos, o Crédito do Trabalhador — nova modalidade de empréstimo consignado para trabalhadores CLT.

Com a promessa de praticidade e juros mais baixos, o Crédito do Trabalhador — nova modalidade de empréstimo consignado para trabalhadores CLT — começou a ser amplamente divulgado em 2024. A contratação pode ser feita de forma rápida, diretamente pelo aplicativo da Carteira de Trabalho Digital (CTPS Digital).

Como funciona o novo consignado CLT?

Essa modalidade permite que trabalhadores com carteira assinada no setor privado possam contratar empréstimos consignados sem intermédio da empresa. Agora, é o próprio colaborador quem acessa, simula e contrata diretamente com os bancos por meio da CTPS Digital.

As parcelas são descontadas diretamente na folha de pagamento, e o valor financiado pode ser quitado em até 48 meses, dependendo da instituição. Essa sistemática, ao mesmo tempo em que reduz a inadimplência para o banco, diminui o controle do colaborador sobre seu orçamento, já que parte do salário “sai” automaticamente todos os meses.

O que muda com o uso do FGTS como garantia?

A principal mudança está na permissão do uso do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) como garantia da dívida. Com a nova regra, o colaborador poderá comprometer:

  • 10% do saldo total do FGTS, e
  • 100% da multa rescisória (40% do fundo) em caso de demissão sem justa causa.

Na prática, isso significa que, se o trabalhador for desligado da empresa, parte do seu fundo de garantia pode ir direto para o banco, e não para o seu bolso. Por exemplo: se ele tiver R$ 100 mil de saldo no FGTS e usar R$ 50 mil como garantia, só poderá sacar os R$ 50 mil restantes. O valor usado como garantia será automaticamente retido pela instituição financeira.

Qual o risco para os colaboradores — e para a empresa?

Essa nova dinâmica gera uma sensação de “dinheiro fácil”, já que a contratação é simples, rápida e o pagamento é “invisível”, saindo direto do salário. No entanto, muitos colaboradores acabam comprometendo uma parcela considerável da renda sem planejamento adequado, perdendo o controle financeiro ao longo dos meses.

O impacto disso vai além do bolso individual: colaboradores endividados enfrentam maior estresse, perda de produtividade e instabilidade emocional — que se refletem no ambiente de trabalho. Para as empresas, isso pode gerar alta rotatividade, absenteísmo e um clima organizacional fragilizado.Se esse for o seu caso e você não declarar, pode enfrentar multas e ter o CPF “irregular”, o que traz várias complicações: você pode ter problemas para conseguir crédito, fazer um financiamento, abrir empresa ou até tirar passaporte.

Como a empresa pode agir?

Como consultoria contábil que acredita na proximidade e no desenvolvimento contínuo, a Virtus orienta seus clientes a assumirem um papel ativo na educação financeira das suas equipes. Algumas ações que podem ser adotadas:

Contar com uma contabilidade consultiva que leve informação estratégica, não só números.

Promover conteúdos informativos sobre o consignado CLT;

Incluir pautas de educação financeira em eventos internos;

Estimular a análise crítica sobre empréstimos antes da contratação;

Orientar líderes e equipes de RH sobre como abordar o tema;

*Essa modalidade permite que trabalhadores com carteira assinada no setor privado possam contratar empréstimos consignados sem intermédio da empresa. O próprio colaborador quem acessa, simula e contrata diretamente com os bancos por meio da CTPS Digital.

Conte com a virtus contábil

A Virtus entende que o crescimento de uma empresa passa, necessariamente, pela saúde financeira de quem trabalha nela. Por isso, oferecemos não apenas soluções contábeis, mas apoio consultivo para construir uma cultura empresarial mais consciente e sustentável.

Compartilhar:

Mais Posts

Envie-nos uma mensagem