Reforma Tributária: como calcular os novos impostos da Reforma Tributária 

Com a implementação gradual da Reforma Tributária a partir de 2026, uma das principais dúvidas dos empresários é como funcionarão os cálculos dos novos tributos. A substituição de impostos conhecidos por CBS e IBS levanta questionamentos sobre base de cálculo, alíquotas, créditos e impacto financeiro no dia a dia das empresas. 

Este artigo explica, de forma prática e acessível, como será a lógica de cálculo dos novos impostos e o que as empresas precisam entender desde já para evitar erros e improvisos no futuro. 

O que são CBS e IBS

A Reforma Tributária cria dois tributos principais sobre o consumo: 

  • CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços): tributo federal que substitui PIS e Cofins. 
  • IBS (Imposto sobre Bens e Serviços): tributo estadual e municipal que substitui ICMS e ISS. 

Ambos seguem o modelo do IVA (Imposto sobre Valor Agregado), no qual o imposto incide sobre o valor agregado em cada etapa da cadeia, permitindo o aproveitamento de créditos. 

Qual será a base de cálculo dos novos impostos 

A base de cálculo do CBS e do IBS será o valor da operação, ou seja, o preço do bem ou serviço informado na nota fiscal. 

Em linhas gerais, entram na base: 

  • valor do produto ou serviço; 
  • despesas acessórias cobradas do cliente; 
  • valores diretamente ligados à operação. 

O objetivo é tornar o cálculo mais transparente e uniforme, reduzindo interpretações divergentes entre estados e municípios. 

Como funcionará o cálculo na prática 

1. Identificação da operação 

O primeiro passo é identificar o valor total da venda ou do serviço prestado, conforme registrado na nota fiscal. 

2. Aplicação da alíquota 

Sobre esse valor, serão aplicadas as alíquotas do CBS e do IBS, que ainda serão detalhadas em legislação complementar. 

Importante destacar que as alíquotas: 

  • não serão definidas por cada estado ou município isoladamente; 
  • tendem a seguir um padrão nacional, com regras mais claras. 

3. Aproveitamento de créditos 

Empresas poderão descontar créditos referentes aos impostos pagos nas etapas anteriores da cadeia produtiva, reduzindo o efeito de tributação em cascata. 

Esse modelo exige maior controle fiscal e contábil, já que os créditos precisam ser corretamente registrados e comprovados. 

O que muda para empresas em diferentes regimes 

Durante o período inicial da transição: 

  • Empresas do Simples Nacional continuam recolhendo impostos da mesma forma, mas precisam observar os novos campos nas notas fiscais. 
  • Empresas do Lucro Presumido e Lucro Real devem se preparar para ajustes mais profundos nos sistemas de apuração e controle de créditos. 

Conclusão

O cálculo dos novos tributos da Reforma Tributária não será complexo por definição, mas exigirá organização, sistemas atualizados e acompanhamento contábil constante. Empresas que se prepararem desde a fase de transição terão mais segurança e previsibilidade financeira nos próximos anos. 

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